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O marido observa enquanto o vizinho fode a sua mulher

Publicado em 03.04.2026

O verão no bairro deles era insuportavelmente quente. O ar condicionado no apartamento de Mariana e Ricardo fazia um barulho irritante, como um trator velho, e mal conseguia dar conta do calor. Mariana estava sentada no sofá com um vestido leve de verão, abanando-se com uma revista, os longos cabelos loiros colados à nuca. Ricardo, o marido dela, estava curvado sobre o portátil na mesa da sala de jantar e lançava olhares ocasionais na direção dela. Estavam casados há cinco anos, e o relacionamento deles tinha-se acomodado numa rotina confortável, mas um pouco morna. O amor ainda existia, mas a faísca — aquela que fazia o coração disparar — tinha desaparecido há muito tempo.

— Ricardo, trazes-me uma cerveja? — esticou-se Mariana preguiçosamente, e o vestido subiu, revelando as coxas bronzeadas. Ela percebeu o olhar rápido dele sobre as suas pernas e sorriu de leve. Gostava de o provocar, mesmo que ele nem sempre reagisse como ela queria.

— Já vou, — murmurou Ricardo, sem tirar os olhos do ecrã. Era um bom marido — atencioso, estável — mas às vezes mergulhava demais no próprio mundo. Mariana suspirou, recostou-se no sofá e deixou a mente vaguear. Tinha trinta anos e sentia que a vida estava a passar por ela. Trabalho, casa, uma viagem ocasional — era tudo agradável, mas ela queria mais. Algo proibido.

Então alguém bateu à porta.

— Quem é agora, foda-se? — Ricardo franziu a testa, fechou o portátil e foi abrir. Mariana virou a cabeça lentamente, mas por dentro sentiu um pequeno choque. Sabia quem podia ser. O vizinho deles, Tiago — na casa dos trinta, ombros largos e um sorriso atrevido — vinha “pedir açúcar” com frequência demais ultimamente. Mais de uma vez Mariana apanhou o olhar dele: pesado, quase palpável, quando observava o corpo dela, os seios, as pernas.

— Eh pá, tens um pouco de açúcar? Esqueci-me outra vez de comprar, — soou a voz grave de Tiago do corredor.

Ricardo resmungou, sem verdadeira irritação. Tiago era daquele tipo fácil de lidar — direto, sempre pronto para uma piada. Era mecânico, cheio de tatuagens, com barba por fazer e mãos que pareciam capazes de partir qualquer coisa. Mariana apanhou-se a imaginar aquelas mãos na sua cintura e sentiu um calor a descer-lhe pela espinha.

— Mariana, temos açúcar? — chamou Ricardo, sem se virar.

— No armário, — respondeu ela, levantando-se. A voz saiu um pouco rouca, e ela própria percebeu. — Eu levo.

Passou pelos dois homens sentindo os olhares deles a deslizar pelo seu corpo. O vestido era curto, e ela inclinou-se diante do armário um pouco mais do que o necessário, sabendo que Tiago estava a olhar. Quando se virou com o pacote de açúcar na mão, os olhos dele continuavam fixos nela. Ricardo já tinha voltado para o portátil.

— Toma, — disse Mariana, estendendo o açúcar e deixando a mão encostar na dele por um segundo a mais. Os dedos tocaram-se e um arrepio percorreu-lhe o corpo. Tiago sorriu com insolência.

— Obrigado, Mariana. Hoje estás mesmo a arder, — murmurou ele baixo. Ricardo pareceu não ouvir, mas Mariana sentiu o rosto aquecer. Sabia que não era só um elogio.

— Deixa-te disso, — respondeu com leve deboche, embora por dentro estivesse a ferver. Queria que ele ficasse. Queria ver até onde aquilo podia ir.

— Ficas para beber uma cerveja connosco? — perguntou de repente, surpreendendo-se com a própria ousadia.

Ricardo levantou os olhos, franziu ligeiramente a testa, mas não disse nada.

O sorriso de Tiago alargou-se.

— Porque não? Se não estiver a atrapalhar.

— Não estás, — murmurou Ricardo, mas havia algo estranho na sua voz.

Sentaram-se no sofá: Tiago com uma lata de cerveja na mão, Mariana ao lado dele, Ricardo em frente, no cadeirão. A conversa girava em torno de banalidades — o calor, carros, vizinhos — mas Mariana sentia o ar entre os três a aquecer. Tiago sentou-se perto demais, o joelho dele roçando na sua coxa “por acaso”. Ela não se afastou. Ricardo observava, e nos olhos dele surgiu algo novo — não só irritação, mas uma mistura estranha de curiosidade e tensão.

— Ricardo, importas-te que eu dance com a tua mulher? — perguntou Tiago de repente, quando uma música lenta começou a tocar nas colunas.

Mariana ficou imóvel, o coração a bater forte. Era um desafio. Olhou para o marido, esperando uma recusa, mas ele apenas encolheu os ombros.

— Força, — disse ele, e havia algo na sua voz que Mariana nunca tinha ouvido antes. Como se ele próprio quisesse ver o que aconteceria.

Tiago levantou-se e estendeu a mão. Mariana ficou de pé, as pernas a tremer levemente. Começaram a mover-se devagar ao som da música, a mão dele pousando na sua cintura, um pouco mais abaixo do que devia. Ela sentia o calor do corpo dele, o cheiro a colónia misturado com algo cru, masculino. Ricardo observava sem desviar o olhar, e Mariana percebeu de repente: ele não estava apenas a tolerar. Ele estava a gostar.

— És linda, Mariana, — sussurrou Tiago ao ouvido dela. — Já te queria dizer isto há muito tempo.

Ela não respondeu, apenas se encostou mais a ele. O corpo movia-se quase sozinho, a mente vazia. Sentiu a mão dele a deslizar mais para baixo, pela sua coxa, e não o impediu. Ricardo continuava a olhar, o olhar mais pesado, quase faminto.

— Ricardo, está tudo bem? Importas-te que eu conheça melhor a tua mulher?

Mariana esperava que o marido explodisse. Mas Ricardo apenas engoliu em seco e disse, baixo e firme:

— Faz o que quiseres.

Foi o ponto de rutura. Mariana sentiu tudo dentro dela a contrair-se numa mistura de medo e tesão. Tiago não perdeu tempo, puxou-a para si e beijou-a — áspero, ganancioso, mesmo à frente de Ricardo. Mariana retribuiu sem pensar, os braços à volta do pescoço dele, o corpo pressionado contra o dele. Sentiu o pau duro dele sob as calças de ganga e aquilo só a deixou mais molhada.

— Mariana, tens a certeza? — perguntou Ricardo, mas não havia protesto na sua voz. Só algo estranho, quase doloroso.

— Tenho, — respirou ela. — Eu quero isto.

Tiago olhou para Ricardo com um sorriso provocador.

— Então vais ficar a ver enquanto eu fodo a tua mulher?

Ricardo não respondeu, apenas fechou os punhos. Não se levantou. Não saiu. Ficou ali. E Mariana percebeu: ele queria aquilo tanto quanto ela.

Tiago empurrou-a para o sofá. O vestido subiu. As cuecas já estavam molhadas, e ela não tentou esconder. Tiago puxou-as de uma vez, expondo a sua cona molhada. Passou os dedos por ela, e Mariana gemeu alto. Ricardo assistia, a respirar pesado, os olhos brilhantes.

— Que mulher boa tu tens, — disse Tiago, abrindo o fecho das calças. O pau saltou para fora — grande, grosso, com as veias salientes. Mariana lambeu os lábios instintivamente. — Queres, não queres?

Ela assentiu, incapaz de falar. Tiago puxou-a mais perto, e ela envolveu o pau dele com os lábios, chupando com fome. Fez devagar, saboreando, sentindo-o encher-lhe a boca. Ricardo assistia, a mão a descer para o próprio pau, como se não pudesse evitar.

— Fode-a, — disse Ricardo de repente, a voz a tremer.

— Com prazer, — respondeu Tiago, virando Mariana de bruços no sofá. Ela ficou de quatro, as pernas abertas, a cona molhada pronta. Tiago entrou nela com uma estocada forte, e Mariana gritou de prazer. Ele fodeu-a forte e fundo, segurando-lhe as ancas enquanto ela gemia sem controlo. Ricardo observava, o rosto numa mistura de dor e excitação, e aquilo deixava Mariana ainda mais excitada.

— Olha como eu a fodo, — rosnou Tiago, acelerando. — Está a escorrer como uma puta.

O orgasmo veio como uma onda. Mariana gritou, agarrando-se ao sofá, até Tiago se vir dentro dela, enchendo-a de porra. Ele saiu, ofegante, e Mariana desabou no sofá, a tremer. A porra escorria-lhe pelas coxas, e ela olhou para Ricardo.

— Vem aqui, — disse ela baixinho. — Lambe-me.

Ricardo hesitou apenas um segundo, depois ajoelhou-se e pressionou os lábios contra a cona dela, lambendo a porra de Tiago. Mariana gemeu novamente, o corpo ainda a tremer. Tiago observava com um sorriso, e Ricardo parecia ter perdido todo o controlo.

Quando terminou, ficaram em silêncio. Tiago foi embora, dizendo por cima do ombro:

— Liga-me se precisares de alguma coisa.

Mariana e Ricardo ficaram sozinhos, a olhar um para o outro. Ela esperava que ele dissesse algo, mas ele apenas a puxou para um abraço apertado, como se tivesse medo de a perder.

— Aquilo foi… — começou ele, mas ficou em silêncio.

— Incrível? — perguntou Mariana, encarando-o.

— Sim, — exalou ele. — Irreal.

Eles não sabiam o que aconteceria depois, mas os dois sentiam que a vida deles nunca mais seria a mesma.

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