Primeiro orgasmo lésbico no autocarro
Muitas vezes tenho de viajar a trabalho para uma cidade vizinha, uma vez por mês, às vezes até mais, e o meu dia começa à espera do autocarro às seis da manhã na estação. Ainda completamente sonolenta, fico debaixo da cobertura na plataforma, com qualquer tempo, a ver como a estação acorda, as pessoas vão para algum lado, chegam de algum lugar. Há algo de especial em tudo isto, uma certa atmosfera, sempre gostei de observar estas pessoas.
A viagem dura cerca de quatro horas, e à noite, já quase de madrugada, volto exatamente pelo mesmo caminho. O autocarro é sempre grande, mas está ocupado no máximo por um terço, e eu tento sempre sentar-me nos últimos lugares e passar o tempo a ler, ouvir música ou simplesmente adormecer com o balanço regular.
Desta vez, a viagem tornou-se interessante pela presença de outra passageira da minha idade nos lugares de trás. Era uma rapariga de aparência agradável, e o mais curioso era que, de alguma forma, se parecia comigo — era uma sensação estranha.
Já eram oito da noite, lá fora começava a escurecer, o autocarro estava quase vazio — as cinco filas antes dos últimos lugares estavam completamente livres, como eu gostava. Estava sentada com o meu livro, a ler e a observá-la pelo canto do olho. Ela procurava claramente alguma coisa na mochila e, depois de uma tentativa falhada, dirigiu-se a mim:
— Olá, desculpa incomodar, tens toalhitas húmidas?
— Olá, tenho.
Tirei um pequeno pacote do bolso lateral da mochila e dei-lho.
Parecia que na verdade nem precisava assim tanto delas, estava um pouco nervosa, e era interessante observá-la. Continuou a conversa, tentando não ser invasiva.
— Vais para casa? Ou vens de casa? — perguntou, enquanto limpava as mãos.
— Vou para casa, estive fora um dia em trabalho.
— Entendi, eu também estou a voltar de casa dos meus pais. Já agora, eu sou a Mariana.
Estendeu-me a mão, apertei-a.
— Eu sou a Inês, — respondi com um sorriso. Gostei dela imediatamente.
— Se não te importares, posso sentar-me ao teu lado? — perguntou um pouco envergonhada.
— Claro, senta-te, é mais agradável viajar acompanhada.
Passada uma hora, já sabíamos bastante uma da outra. A Mariana estava no último ano da universidade. Era uma excelente conversadora. Era tão fácil falar com ela que nem reparei de imediato que demonstrava um interesse especial por mim — como um homem que se interessa por uma mulher pela primeira vez. As perguntas dela pareciam normais no início, sobre homens, trabalho, mas depois começou a perguntar como eu via as mulheres e fez elogios bastante diretos sobre a minha aparência.
Eu não sabia como reagir, mas algo dentro de mim dizia: eu gosto disto.
A Mariana atraía-me como um íman. Os movimentos dela, a voz, os olhos — olhos verdes profundos com pestanas longas. Olhava para mim sem desviar o olhar. Havia algo nela que eu ainda não compreendia.
— Inês, vou ser honesta, comecei a falar contigo porque me chamaste a atenção. Já te estava a observar na plataforma. Desculpa ser tão direta, mas gosto de mulheres. E quero que saibas isso desde já.
Fiquei um pouco desconcertada, mas sempre fui aberta a isso, apesar de normalmente preferir homens. A conversa passou para um nível novo, desconhecido para mim. A Mariana fazia perguntas que me deixavam corada, mas eu respondia a tudo. Completamente envolvida por ela, partilhava coisas muito íntimas. Quando começámos a falar de sexo, percebi que aquilo me excitava. Não sabia o que fazer com isso, mas sabia uma coisa — estava excitada, como nunca tinha estado com um homem.
Faltava cerca de uma hora e meia para a estação. O tempo passou a voar, e a Mariana já estava sentada muito perto de mim, a pressionar a coxa contra a minha. O que aconteceu a seguir pareceu um sonho doce.
— Inês, quero beijar-te. Os teus lábios são tão atraentes, não consigo parar de pensar neles, — disse a Mariana, claramente excitada, olhando-me diretamente nos olhos.
Ela tinha medo da minha reação. Mas eu não consegui dizer nada — parecia que também queria, e apenas acenei com a cabeça.
A Mariana passou a mão pelo meu cabelo e beijou-me com paixão. Beijava com doçura e fome ao mesmo tempo, deixando-me tonta. As mãos dela tremiam. Virou-se para mim o máximo que os bancos permitiam, pressionando-me contra o encosto enquanto continuava a acariciar o meu cabelo e a beijar-me. A outra mão já deslizava por baixo da minha blusa. A excitação entre nós era máxima.
Os toques dela eram puro prazer. Cada movimento fazia-me estremecer.
Só uma mulher consegue compreender o desejo de outra mulher.
A Mariana chegou ao meu peito. Enfiou a mão por dentro do soutien, apertou o meu peito e tocou nos mamilos. Ficaram duros e sensíveis. Começou a estimulá-los suavemente com a ponta dos dedos. Eu queria gemer, mas sabia que não podia fazer barulho, e controlava-me enquanto a beijava.
Lá fora já estava escuro, não chamávamos a atenção, mas o pensamento de alguém nos poder ver tornava tudo ainda mais intenso.
Ela parou por um momento e fez a pergunta mais importante:
— Queres continuar? — ainda apertava o meu peito, a respiração dela era irregular.
— Muito, — respondi num sussurro.
A Mariana soltou o meu peito e começou a beijar o meu pescoço, mordendo levemente o lóbulo da orelha, e sussurrou:
— Eu quero-te.
Tudo ficou turvo. Mal conseguia respirar, as minhas pernas tremiam de desejo. As minhas cuecas estavam completamente molhadas.
A mão dela deslizou pelo meu estômago, pela perna, aproximando-se da saia. Ainda bem que estava de meias, pensei, abrindo ligeiramente as pernas. Queria que a mão dela chegasse entre as minhas pernas o mais rápido possível.
Ela percebeu imediatamente.
Com a ponta dos dedos tocou nas minhas cuecas, deslizando de cima para baixo — onde já estava quente e húmido. Afastou-as e começou a tocar nos meus lábios e no clitóris. Era tão delicado. A mão dela era pequena e sabia exatamente onde tocar.
Sentia a humidade a escorrer pelas minhas pernas, a molhar tudo — o banco, a saia. Não me importava — queria aquilo mais do que qualquer coisa.
Os dedos dela moviam-se com confiança. Em pouco tempo, dois estavam dentro de mim, enquanto o polegar estimulava o clitóris. Eu não queria apenas gemer — queria gritar de prazer. O meu corpo arqueava-se à medida que o orgasmo se aproximava.
Ondas quentes percorriam o meu corpo.
Quando estava quase lá, a Mariana voltou a calar-me com um beijo e acelerou. Em poucos segundos, tive um orgasmo.
Estava num estado de euforia em que só queria continuar, não parar nem por um instante.
A Mariana estava tão excitada quanto eu, mas mais controlada. Não parou, continuou a introduzir os dedos mais fundo. Já deviam ser quatro. A mão dela estava completamente molhada, e eu abria ainda mais as pernas para a sentir mais profundamente.
O clitóris estava inchado, cada toque era intenso. A mão dela estava quase totalmente dentro de mim. Pressionava a parede superior com os dedos, e novas ondas de orgasmo surgiam.
Gotas de suor escorriam pelas minhas costas, eu ardia por dentro.
A mão dela movia-se mais rápido e com mais força. A Mariana tapou-me a boca com a outra mão, sussurrando para eu ficar em silêncio. Era quase impossível controlar — o meu corpo tremia com o orgasmo.
Só quando me relaxei completamente e consegui respirar fundo, a Mariana tirou a mão de mim, abriu as calças e colocou a mesma mão dentro das próprias cuecas.
Tocava-se, movia-se no banco e pedia-me para olhar.
E eu não conseguia fazer mais nada. Completamente envolvida, observava-a ter orgasmos sucessivos, mordendo o lábio para não fazer barulho.
As toalhitas acabaram por ser úteis quando recuperámos. Tivemos de nos arranjar rapidamente — já estávamos a entrar na cidade, e o motorista podia acender as luzes a qualquer momento.
Ambas sentíamos o cheiro de sexo nos últimos lugares. Parecia que todo o autocarro o sentia.
— Para onde vais depois da estação? — perguntei.
— Para a zona da universidade. A minha casa é lá, — respondeu a Mariana.
— Eu também vou para esse lado… queres vir comigo?
Olhei para ela com esperança. Não queria despedir-me.
— Com prazer, — disse, beijando-me e apertando novamente o meu peito. — Isto está longe de acabar.
O caminho até à estação e depois até minha casa pareceu interminável. Enquanto esperávamos pela continuação, o tempo parecia parar.
Mas valeu a pena.
Essa noite foi inesquecível. Quase não dormimos — apenas pequenas pausas para um duche e um pouco de descanso, sempre juntas na cama. Falámos, rimos, fizemos amor novamente.
De manhã, depois de acompanhar a Mariana até à universidade, voltei para a cama. O cheiro dela estava por todo o lado.
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