O massagista me levou ao squirting
Eu não fui lá com essa intenção. Eu só precisava me livrar daquela porcaria de tensão no pescoço. Trinta e sete anos, marido, dois filhos, um financiamento e uma coluna que vive doendo de tanto ficar curvada sobre o laptop na cozinha, enquanto o Marcelo assiste TV. Marcelo é meu marido. Um bom homem, mas a ideia dele de massagem é dar um tapa na minha bunda e dizer: “Vai num spa, relaxa.”
E eu fui. Achei um spa perto do trabalho, peguei uma promoção de “massagem clássica para dois” e marquei horário. O nome parecia chique, mas na prática era uma sala comum no subsolo, cheiro de óleo e incenso, e aquela música chata de baleias tocando ao fundo. E o massagista.
Rafael. Vinte e oito. Li isso imediatamente no certificado na parede enquanto ele aquecia o óleo. Alto, magro, e as mãos — outra história. Não eram mãos macias de escritório, mas fortes, com dedos longos, e na esquerda uma tatuagem, algo geométrico que desaparecia sob a manga da camiseta. Olhos escuros, calmos, sem aquela falsa simpatia. Ele não me olhava como cliente, mas como um corpo para trabalhar. E isso me excitou. Na hora. Eu ali, de roupão, pensando: “Carla, você é idiota. Tem um marido em casa e está olhando pra um cara tatuado.”
— Deita de bruços, Carla. Respira normalmente. Se doer ou estiver quente demais, me avisa, — a voz dele era baixa, sem nenhum tom meloso.
Eu me deitei de bruços, com o rosto naquele buraco da maca, me sentindo completamente ridícula. Claro que ele pediu pra eu tirar o roupão. Fiquei só de calcinha. A minha, comum, de algodão, bege.
As mãos dele tocaram minhas costas. O óleo estava quente, os dedos ainda mais. Ele começou pela lombar e eu soltei o ar. Simplesmente relaxei. Os polegares dele deslizavam ao longo da coluna, pressionavam pontos, quebravam aquela rigidez. Depois as mãos desceram mais.
— A pélvis está tensa, — disse de forma natural. — O sacro está duro. Vou trabalhar os glúteos e as coxas, tudo bem?
Murmurei algo no lençol. E ele começou. Os dedos dele pressionavam meus glúteos com uma força e segurança que tiraram meu fôlego. Ele não ficava perguntando o tempo todo se estava tudo bem. Apenas fazia o trabalho. Mas como se conhecesse meu corpo melhor do que eu. Cada movimento irradiava calor lá embaixo. Mordi o lábio, esperando que aquela música idiota escondesse minha respiração.
— A tensão está descendo para as pernas, — a voz dele estava perto do meu ouvido. — Agora vou trabalhar a parte de trás das coxas. Relaxa ao máximo.
Ele puxou o lençol, deixando minhas pernas expostas quase até os glúteos. E passou a mão do joelho para cima, pela parte interna da coxa. Devagar. Muito devagar. Quase tocando o meio das minhas pernas por cima do tecido. Eu me contraí. Tudo dentro de mim apertou.
— Fica quieta, — disse ele, e já havia algo diferente na voz. — Os adutores estão muito tensos. Preciso trabalhar mais fundo.
“Trabalhar mais fundo” significava que os dedos dele voltaram pela parte interna da coxa, tocando exatamente o ponto mais sensível. Minha calcinha já estava completamente molhada. Eu entendi que aquilo não era mais só massagem. Que eu deveria levantar e ir embora. Mas, em vez disso, apenas abri um pouco mais as pernas, sem perceber.
Eu dei acesso a ele…
Ele sorriu. Eu não via o rosto dele, mas sentia.
— Vira de costas, Carla, — disse Rafael.
— Por quê? — minha voz tremeu. — A gente estava fazendo as costas…
— A gente trabalha o corpo todo, — ele interrompeu. — Parte da frente das coxas, abdômen. Ou você está com pressa?
Eu me virei devagar. Ficar deitada de costas, quase nua na frente dele, era cem vezes pior. Meus seios se espalharam pelo peso do corpo, os mamilos, duros como pedrinhas, deviam estar marcando no tecido. Eu olhava para o teto, sentindo o coração disparado.
Ele começou pelas pernas. Massageou os pés, as panturrilhas, os joelhos. Depois subiu mais. Os dedos dele afundaram de novo na parte interna das minhas coxas, mais perto da virilha. Eu mordi os dedos para não gemer. Ele afastava minhas pernas com as dele, trabalhando nas duas ao mesmo tempo.
— Olha pra mim, Carla, — disse de repente.
Eu levantei o olhar. Ele estava em cima de mim. Tirou uma mão da minha coxa e passou o dedo bem no meio da minha calcinha, sobre o tecido molhado.
— Molhada, — constatou. — Muito. Quer que eu continue?
Em vez de responder, eu levantei o quadril na direção da mão dele. Marcelo, a família, o financiamento — tudo desapareceu naquele momento. Só existia aquele quarto, o cheiro de óleo e as mãos dele.
— Tira, — eu sussurrei.
Ele não hesitou. Com um movimento só, puxou minha calcinha para baixo e jogou no chão. Eu estava completamente nua diante dele, com as pernas abertas, sentindo a umidade escorrer pela maca. Vergonha e excitação se misturavam.
Rafael colocou mais óleo nas mãos e esfregou.
— Relaxa, — disse baixo. — Eu vou te fazer sentir bem.
Ele não foi direto. Não enfiou os dedos de uma vez. Começou pelo clitóris. O óleo se misturava com minha umidade, e o dedo dele fazia círculos ao redor do ponto mais sensível, às vezes pressionando, às vezes quase se afastando. Era uma tortura. Eu arqueei o corpo na maca, segurando nas bordas.
— Rafael… — eu gemi, sem me segurar. — Por favor…
— “Por favor” o quê? — o dedo dele desceu mais, até a entrada, e entrou de leve, só um pouco. — Fala.
— Faz com os dedos, — eu sussurrei, olhando direto nos olhos dele. — Por favor, só faz.
Era isso que ele queria. Ele enfiou dois dedos em mim imediatamente. Fundo. Até o fim. Eu gritei de susto e prazer. Ninguém nunca tinha me tocado assim. Marcelo fazia de forma calma, cuidadosa. Mas Rafael trabalhava como um cirurgião, encontrando pontos dentro de mim que eu nem sabia que existiam. Os dedos dele se curvavam, pressionavam a parede da frente, se moviam num ritmo que me fazia perder o controle.
Ele se inclinou e levou meu mamilo à boca. Primeiro um, depois o outro, mordendo e sugando, enquanto os dedos não paravam nem por um segundo.
— Vai, Carla, — sussurrou contra meu peito. — Goza pra mim. Eu quero ver.
Eu sentia algo crescendo dentro de mim, algo enorme, desconhecido. Um orgasmo normal é rápido, mas aquilo era como uma onda que só aumentava. A pressão no baixo ventre ficou insuportável.
— Eu vou… fazer xixi! — gritei, em pânico, tentando fechar as pernas.
— Não para, — ele disse firme, colocando mais um dedo e aumentando a pressão. — Isso não é xixi. É squirting. Relaxa e deixa sair!
Eu respirava pesado, me sentindo completamente vazia. A mancha molhada sob mim era grande. Mas na minha cabeça havia só um pensamento: não era suficiente.
Eu me sentei na maca e olhei para o volume na calça dele. Um volume evidente.
— E você? — perguntei com a voz rouca.
— E eu o quê? — ele sorriu, sem tirar os olhos de mim.
— Quero que você me coma com o seu pau.
Ele não precisou ouvir duas vezes. Com um único movimento, abaixou a calça e a cueca. O pau dele era exatamente como eu imaginava — longo, grosso, com a glande pesada. Nem estava completamente duro, só cheio de sangue, e por isso parecia ainda maior. Rafael se aproximou, segurou meus quadris e me virou de costas para ele, me colocando inclinada sobre a maca.
— Inclina. Segura na borda.
Eu obedeci, arqueando as costas e empinando o quadril. Ele passou a glande pelas minhas partes íntimas, espalhando minha própria umidade.
— Já está pronta, — rosnou, e entrou.
De uma vez. Até o fundo.
Eu ofeguei, sentindo-me completamente preenchida. Ele estava em todo lugar dentro de mim. Começou a se mover imediatamente, forte e profundo, os movimentos firmes. Sons escapavam de mim a cada investida.
— Tá gostando? — perguntou, respirando pesado, puxando meu cabelo e inclinando minha cabeça para trás.
— Sim! — gritei. — Mais forte!
O ritmo aumentou. A maca tremia, algo caiu no chão. Eu sentia como ele quase saía completamente e depois voltava até o fundo. A segunda onda veio rápido, misturada com a tensão e a posição. Eu gozei de novo, apertando ele com tanta força que ele rosnou.
— Agora, — disse ele, saindo de dentro de mim e me virando de costas. — No rosto.
Ele se inclinou sobre mim, se movendo diante da minha boca. O rosto dele estava tenso. Eu abri a boca e coloquei a língua para fora. O primeiro jato atingiu meus lábios, o segundo meu rosto, o terceiro minha língua. Espesso, quente. Ele continuou por um tempo, esfregando a glande nos meus lábios. Eu engoli e olhei para ele de baixo, me sentindo completamente exposta — e era intenso.
Ficamos em silêncio por alguns minutos. Ele pegou uma toalha, limpou meu rosto, depois a maca, e me jogou o roupão.
— Água? Chá? — perguntou normalmente.
— Água, — respondi, com a voz fraca.
Ele saiu, e eu fiquei ali deitada, olhando para o teto. Os pensamentos se arrastavam. O que eu tinha acabado de fazer? Eu traí meu marido. Com um massagista. Na primeira vez. E eu… não me importava. Eu me sentia bem. Pela primeira vez em anos, eu não me sentia mãe ou esposa, mas uma mulher. Desejada.
Saí de lá com as pernas trêmulas. Entrei no carro e me olhei no retrovisor: cabelo bagunçado, lábios levemente inchados, mas os olhos… vivos. Marcelo ligava, perguntando onde estava o jantar. Eu recusei a chamada.
Rafael tinha razão. Eu voltaria. Aquela noite com meu marido seria uma tortura, porque eu fecharia os olhos e lembraria dos dedos de outro dentro de mim, de outro corpo perto da minha boca e daquela explosão incontrolável na maca de massagem.
Liguei o carro. A calcinha estava desconfortável, rígida por causa dos fluidos secos, mas eu não queria lavar. Queria manter assim. Guardar essa lembrança.
Em casa me esperavam a frigideira e o Marcelo. E no telefone — o cartão do spa com o nome “Rafael”. Marquei para a próxima quinta-feira. “Massagem anticelulite”.
Agora eu sei exatamente o que significa um trabalho realmente profundo.
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